Poupar água na piscina no Algarve | Just Pools
Água e Sustentabilidade

Poupar água na piscina no Algarve | Just Pools

Lorraine

O que a seca e as restrições de água significam para as piscinas privadas no Algarve, quanta água uma piscina perde e o que reduz mesmo o consumo.

Água, seca e a sua piscina no Algarve

Quem tem piscina no Algarve terá lido com desconforto os títulos dos últimos anos sobre a água. Restrições. Níveis das barragens nas notícias todas as semanas. O aquífero Querença-Silves abaixo dos 20 por cento de capacidade. O governo a ponderar tarifas mais altas para o enchimento de piscinas domésticas. As piscinas municipais de Loulé encerradas para poupar abastecimento. Neste contexto, poupar água na piscina tornou-se uma prioridade crescente para os proprietários de toda a região.

Trabalhamos com piscinas nesta região desde 2008. Passámos por todos os ciclos de seca que o Algarve nos atirou, incluindo o pior de que há registo, em 2023 e 2024, quando 84 por cento das massas de água subterrâneas desceram abaixo do percentil 20 e o governo declarou formalmente situação de alerta (The Portugal News, fevereiro de 2024).

Qual é a gravidade da situação da água no Algarve?

Grave a longo prazo, mesmo nos anos em que as barragens parecem cheias. As albufeiras recuperam depressa depois de um inverno chuvoso. O aquífero Querença-Silves, que é de onde a maioria dos furos tira água, recarrega ao longo de anos e não de meses. É nessa diferença entre o que se vê e o que está por baixo que está o problema.

O inverno chuvoso de 2025 trouxe alívio genuíno. Em novembro desse ano, as seis principais barragens do Algarve tinham recuperado para 72 por cento de capacidade, e Odelouca e Odeleite, as duas maiores, aproximavam-se dos 80 por cento (The Portugal News, dezembro de 2025). José Pimenta Machado, presidente da APA, confirmou que o abastecimento urbano estava assegurado por três a quatro anos mesmo num cenário adverso.

No subsolo, o quadro é outro. Pimenta Machado disse-o sem rodeios: "Alguns setores dizem que a seca acabou, mas nada acabou. É uma situação temporária; tivemos sorte agora, mas temos de nos preparar para os anos que aí vêm" (The Portugal News, dezembro de 2025). As barragens parecem saudáveis. Os aquíferos não.

Está a nascer em Albufeira uma central de dessalinização de 108 milhões de euros, a primeira em Portugal continental. Deverá entrar em funcionamento no final de 2026 ou início de 2027, produzindo 16 milhões de metros cúbicos de água potável por ano (The Portugal News, outubro de 2024). Isso cobre cerca de um quinto do consumo urbano da região. Os modelos climáticos continuam a apontar para menos chuva nas próximas décadas. A central é um alívio, não uma solução.

A água barata e ilimitada no Algarve acabou. Pode continuar a ter piscina, sem qualquer problema. O que não pode é fingir que ela não consome um recurso que a região inteira está a tentar gerir melhor.

Quanta água perde realmente a sua piscina?

Uma piscina comum por cá, de 8 por 5 metros e 40 metros quadrados de superfície, perde entre 150 e 250 litros por dia só por evaporação, em julho e agosto e sem cobertura. São cerca de 3 a 4 centímetros de nível por semana. No limite superior desse intervalo, uma época de verão leva perto de 25.000 litros da piscina.

O vento é o acelerador de que as pessoas se esquecem. O litoral oeste, à volta de Sagres, Lagos e parte de Aljezur, apanha ventos atlânticos que arrancam humidade à superfície da água. Já vimos piscinas perto de Sagres a perder água a quase o dobro do ritmo de uma piscina abrigada nos montes de Loulé.

O aquecimento agrava tudo. Uma piscina aquecida evapora mais depressa porque a superfície quente cria uma diferença de temperatura maior em relação ao ar. Temos clientes que mantêm a bomba de calor PolyTropic a trabalhar toda a época sem cobertura. Estão, na prática, a aquecer o céu. Uma cobertura resolve isso quase por completo.

Depois há as fugas. Encontramos constantemente piscinas a perder centenas de litros por dia por uma fissura fina no vaso ou por uma junta a chorar, e o proprietário já tinha arrumado o assunto como evaporação normal. O nosso equipamento eletrónico de deteção de fugas distingue as duas coisas numa única visita, sem necessidade de esvaziar a piscina.

O que reduz mesmo o consumo de água de uma piscina?

Cobri-la, antes de tudo o resto. Uma cobertura sólida corta cerca de 95 por cento da evaporação enquanto está colocada, e a evaporação é a maior perda contínua de qualquer piscina. Depois disso vêm excluir fugas, automatizar a reposição para ninguém andar a adivinhar com a mangueira, e manter a química estável ao ponto de a piscina nunca precisar de ser esvaziada para recuperar.

Um estudo conduzido na California Polytechnic State University para o National Plasterers Council mediu essa redução de cerca de 95 por cento com cobertura sólida (Muleta, 2016). Numa piscina que perde 200 litros por dia, são 190 litros que ficam na água. Todos os dias. Toda a época.

O mesmo estudo traz a ressalva que mais conta na prática: aqueles valores pressupõem que a cobertura está colocada. É esse o verdadeiro argumento a favor de uma cobertura automática de lâminas, por oposição a uma manta de bolhas que se arrasta à mão para dentro e para fora. Ambas travam a evaporação enquanto estão no sítio. Só uma delas está mesmo no sítio todas as noites. Instalamos coberturas DEL em versão solar e elétrica, e os clientes que as têm raramente pensam no nível da água.

A cobertura guarda ainda o calor na água durante a noite, o que faz a bomba de calor trabalhar menos, e mantém folhas e poeira fora da piscina, o que significa menos químicos e menos esforço para o filtro.

A seguir às coberturas, a prioridade é a deteção de fugas. Uma piscina com uma fissura pequena ou um acessório a chorar pode perder discretamente mais água do que a evaporação alguma vez perderia. Somos a única empresa em Portugal com equipamento eletrónico de deteção de fugas. Localizamos a fuga sem esvaziar a piscina e sem adivinhar. Se o nível está a descer mais depressa do que devia, mande verificar.

Para quem não está cá o ano todo, e isso inclui muitos dos nossos clientes que dividem o ano entre o Algarve e o Reino Unido ou outro país, um controlador automático de nível faz diferença real. O sistema INDYGO que instalamos liga-se à app MyIndygo no telemóvel. Monitoriza o nível a toda a hora, repõe automaticamente quando ele desce, evita que a bomba trabalhe em seco e regista quanta água a piscina consome ao longo do tempo. Tivemos clientes a mudar por completo a forma como gerem a piscina ao fim de um mês a olhar para os dados de consumo.

A cloração salina não reduz a evaporação. O que faz é manter a química da água mais estável, o que significa menos situações em que a única saída é esvaziar meia piscina e recomeçar. As piscinas com doseamento manual de cloro entram e saem de equilíbrio com mais frequência, e cada esvaziamento parcial corretivo desperdiça milhares de litros. Montamos sistemas Sugar Valley Hidrolife.

O acompanhamento regular sustenta tudo isto, seja quem for que o faça. Os surtos de algas exigem tratamento de choque e por vezes esvaziamento parcial. Uma caixa de bomba fissurada ou um vedante de válvula ressequido perdem água em silêncio durante semanas. Lavar um filtro sujo gasta água de cada vez. Problemas apanhados cedo são problemas que nunca chegam a custar-lhe uma piscina cheia de água.

Uma última nota. Não deixe que o convençam a esvaziar a piscina para trabalhos de rotina. São muito poucas as situações em que um esvaziamento total é necessário numa piscina residencial, e fazê-lo deita fora 40.000 a 80.000 litros de água mais todos os químicos dissolvidos nela. Mesmo numa remodelação procuramos minimizar o que se despeja. Se alguém recomendar um esvaziamento total, pergunte porquê.

Uma nota sobre responsabilidade

A diferença entre uma piscina bem gerida e uma piscina mal gerida é impressionante. Piscina coberta, sem fugas, com reposição automática e cuidada como deve ser: talvez 5.000 litros de água nova ao longo de toda uma época. Piscina destapada, com uma fuga lenta e sem monitorização: 50.000 litros ou mais, perdidos, sem o proprietário fazer ideia, porque ninguém estava a contar.

A economia da região vive do turismo. Boa parte desse turismo vive das piscinas. Fechá-las todas não é a resposta. Geri-las bem é.

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Se quer pôr o consumo de água da sua piscina sob controlo, ou se desconfia que há alguma coisa a perder água e não tem a certeza, ligue-nos. Vamos ver, dizemos-lhe o que encontrámos e damos-lhe uma opinião honesta sobre o que vale a pena fazer e o que não vale.

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Perguntas frequentes

Posso encher a piscina durante as restrições de água no Algarve?

Depende das medidas em vigor no momento, que mudam conforme o nível das albufeiras. As restrições até à data incluíram o encerramento de piscinas municipais e propostas de agravamento tarifário para o enchimento de piscinas domésticas. Confirme a situação junto da sua câmara municipal antes de um enchimento grande.

Quanta água poupa realmente uma cobertura?

Um estudo da California Polytechnic State University mediu cerca de menos 95 por cento de evaporação numa piscina coberta, embora esse valor pressuponha a cobertura sempre colocada (Muleta, 2016). Numa piscina de 40 metros quadrados que perde 200 litros por dia no pico do verão, uma cobertura que é mesmo usada todas as noites mantém quase toda essa água onde deve estar.

A minha piscina está a perder água por evaporação ou por fuga?

Compare a piscina com um balde de água da piscina colocado no primeiro degrau durante 24 a 48 horas. Ambos perdem água por evaporação ao mesmo ritmo, pelo que um nível a descer mais depressa do que o do balde indica fuga. A deteção eletrónica localiza-a depois sem esvaziar a piscina.

Uma piscina aquecida gasta mais água?

Sim. A evaporação é comandada pela diferença entre a temperatura da água e a do ar acima dela, pelo que uma piscina aquecida perde mais, sobretudo em noites frescas. É também por isso que a cobertura compensa a dobrar numa piscina aquecida: poupa a água e o calor que se iria com ela.

É preciso esvaziar a piscina para trabalhos de manutenção ou remodelação?

Quase nunca em trabalhos de rotina, e menos vezes do que se pensa mesmo numa remodelação. Um esvaziamento total numa piscina residencial deita fora 40.000 a 80.000 litros e os químicos que lá estão dissolvidos. Se lhe propuserem um esvaziamento total, pergunte o que exige concretamente essa medida.

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